Momento cringe: como atender bem todas as gerações na sua clínica?

Momento cringe: como adaptar sua clínica para atender a todas as gerações?

adaptar o atendimento às diferentes gerações
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Se você acompanha as atualizações da internet e das redes sociais, certamente já se deparou com a expressão “cringe”. Assim como a Revolução Industrial passou por evoluções, chegando à Indústria 5.0, o mesmo acontece com as gerações.

Mas, afinal, o que isso tem a ver com gestão de clínica? As empresas que desejam se manter no mercado e ter um perfil que abrange todos os públicos, precisam pensar nas diferentes gerações e como melhor atendê-las.

Neste post, vamos entender o que quer dizer “cringe”, além das principais características e comportamento das gerações. Continue lendo e veja como adaptar o atendimento na sua clínica para alcançar todos os públicos!

O conceito do recém-popularizado cringe

Cafona, ultrapassado, atrasado, antigo, passado e obsoleto – toda essa adjetivação serve para conceituar a expressão “cringe”, que ganhou popularidade na internet. O termo faz refletir sobre atitudes, condutas e escolhas das pessoas da faixa dos 25 a 40 anos.

Entenda as características e comportamentos das gerações

Cada geração possui características e comportamento próprios, que identificam as pessoas nascidas dentro de um período. Elas fazem parte de grupos específicos e precisam se adaptar à evolução social e tecnológica.

Antes de entender o que é cringe e como ele interfere em diversos aspectos que envolvem as gerações, é importante conhecer um pouco mais sobre cada uma delas!

Baby Boomers – nascidos entre 1940 e 1960

Dessa geração, fazem parte aqueles que vivenciaram a ditadura e lutaram contra um poder arbitrário e a favor da liberdade de expressão e qualidade de vida para todos. Os hábitos de consumo estão ligados à segurança patrimonial, ou seja, à conquista de bens com aquisição de carro e casa.

Como clientes, são exigentes e objetivos, reivindicando atenção diferenciada, com soluções práticas, pois não gostam de perder tempo. Fazem parte do grupo 60+, sendo trabalhadores que gostam de ver resultados palpáveis dos seus esforços.  

Geração X – nascidos entre 1960 e 1980

A geração dos consumidores que são mais informais no trabalho e priorizam o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. As pessoas dessa geração foram as que tiveram contato com o primeiro computador e não têm problemas para lidar com a tecnologia, diferentemente das que fazem parte da antecessora.

São consumidores naturais de equipamentos eletrônicos, com preferência por tudo que é capaz de facilitar a rotina. Gostam de fazer pesquisas na internet e efetuar compras online, buscando uma relação de custo-benefício.

Assim como os baby boomers, os nascidos na geração X desejam ter estabilidade financeira, por isso, investem em bens e investimentos, com uma forte tendência a abrir e gerenciar o próprio negócio.

Geração Y ou Millennials – nascidos entre 1980 e 1995

Uma geração inquieta, curiosa e atenta às novidades do mundo, de modo geral, os millennials são engajados socialmente. São interessados em assuntos que envolvem tecnologia e diversidade, utilizando os variados recursos entre dispositivos móveis e computadores.

São pessoas que têm facilidade de aprendizado, sobretudo para as questões que envolvem o universo digital, pois nasceram junto com a internet. Assim, todo o seu comportamento — modo de pensar, agir e viver — é moldado dentro de um ambiente online.

É uma geração ligada às questões ambientais e sociais, portanto, são pessoas práticas, dinâmicas, ágeis e econômicas, defensoras da contenção de desperdício, seja de tempo, dinheiro ou recursos que podem ser eliminados como o uso de papel, por exemplo.

A velocidade de pensamento e resoluções é uma marca da geração millennials, que recebe a informação em tempo recorde. É, portanto, uma geração com maior capacidade de decisão, que não hesita em mudar um prestador de serviços se identificar outro mais qualificado.

Geração Z  – nascidos entre 1995 e 2010

A geração mais jovem é ampla e continuamente conectada, trazendo sempre às mãos seu smartphone, que é por onde resolvem boa parte das questões da vida pessoal, acadêmica e, por vezes, profissional.

São viciados em jogos, redes sociais, aplicativos de mensagens que usam para se comunicar de todas as formas. São jovens com mente empreendedora que estão despontando no mercado e definindo tendências.

Eles ajudam a moldar o comportamento das marcas, mostrando às empresas como agir para equilibrar o atendimento online e offline, já que não fazem essa distinção pelo fato de buscarem informações onde quer que esteja.

Os nascidos na geração Z são questionadores e não têm medo de expor suas opiniões e promover um debate, buscando a igualdade e justiça social. O termo cringe nasce dentro dessa geração, para confrontar os hábitos e comportamentos dos millennials que julgam cafonas e ultrapassados.

Atendimento na clínica médica: como se adaptar aos variados públicos

Apesar do tom de brincadeira, a viralização do cringe trouxe uma reflexão sobre a importância de adaptar o atendimento aos mais diversos públicos, considerando suas preferências e hábitos — as clínicas médicas devem atentar para essa questão que demanda reorganização do sistema de atendimento.

Do agendamento de uma consulta ou exame ao atendimento presencial, é essencial conhecer o perfil dos clientes para oferecer uma experiência agradável. Para cada geração, existem expectativas diferenciadas que não podem ser ignoradas no atendimento.

A equipe deve ser preparada para lidar com comportamentos e hábitos dos pacientes, em um atendimento completamente humanizado. Muitos deles são independentes, mas outros precisam de apoio para entender o funcionamento de um totem ou acessar sua receita online.

Essa disponibilidade demonstra o quanto a clínica se preocupa com seus pacientes e cria uma relação maior de proximidade. É primordial pensar nas diferenças de uma maneira imparcial, sem rotulações para criar facilidades que contemplem a todos os públicos.

Dessa forma, do público 60+ à geração Z, da era cringe, é imprescindível adequar os canais e formas de atendimento para englobar variados perfis de pessoas. É importante lembrar que mesmo não fazendo parte do universo digital, muitos idosos acompanham filhos e netos, se aventurando no ambiente online.

Se por um lado o público da terceira idade tem mais facilidade para se comunicar no atendimento telefônico, por exemplo, as gerações posteriores são adeptas das interações online, utilizando com frequência as redes sociais e os aplicativos de mensagens. Por isso, é crucial oferecer todos esses meios de contato.

A melhor forma de abrangência é analisar bem o perfil das pessoas de cada geração e entender o que elas precisam ou desejam.  Esses são os aspectos essenciais que permitirão que sua clínica integre as soluções e funcionalidades adequadas.

Gostou do post? Que tal aproveitar o tema do artigo sobre gerações para saber como promover excelência no atendimento do público idoso!

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