Condutas antirracistas em clínica médica: entenda a importância

Sua clínica adota condutas antirracistas?

condutas antirracistas
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O assunto é delicado, mas não pode ser negligenciado, sobretudo, em clínicas médicas, que realizam atendimento dos mais diversos perfis de pessoas. Nas pautas e discussões, muito se questiona sobre as condutas antirracistas adotadas no dia a dia.

O Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra traz um alerta sobre a necessidade e a importância do combate ao racismo institucional. É preciso assegurar a igualdade no atendimento e promoção da atenção à saúde, sem qualquer tipo de distinção.

Como andam as práticas antirracistas na sua clínica? Quais os mecanismos utilizados para garantir o mesmo atendimento médico de qualidade para todos? Veja, neste post, o conceito de racismo institucional e aproveite para refletir sobre o posicionamento da sua clínica!

O que é o racismo institucional?

É a desigualdade de tratamento entre negros e brancos que ocorre dentro das empresas, podendo afetar colaboradores, fornecedores, clientes e parceiros. Seja o preterimento de um negro ou o favorecimento de um branco, caracteriza episódios de racismo institucional.

Qualquer tipo de discriminação que sugere a diferenciação em função da cor da pele faz parte do contexto em que o racismo institucional acontece. As práticas levam, inclusive, ao racismo estrutural que é ainda mais amplo, pois além do institucional engloba também questões de origem histórica, cultural e interpessoal.

Como sua clínica se posiciona na adoção de condutas antirracistas?

Diante de tantos debates com temáticas voltadas para as questões raciais e como as empresas devem se portar para acabar de vez com o preconceito, qual é a postura da sua clínica e como a gestão desenvolve o assunto entre os colaboradores?

Apenas dizer não ao racismo é insuficiente, se as práticas da rotina diária não estiverem sintonizadas com a teoria. Muitas empresas e pessoas que se denominam não racistas correm o risco de praticar atos discriminatórios, se não houver uma mudança geral de mentalidade.

No caso de uma clínica médica, hábitos, falas e comportamentos devem seguir uma conduta de valor e conscientização que prioriza os cuidados com a saúde, independentemente da cor, raça, credo ou orientação de gênero.

O preconceito racial está muitas vezes incutido em pequenas e silenciosas abordagens que só a vítima percebe. Por isso, cabe aos gestores acompanhar de perto suas equipes para ter a certeza de que as normas de conduta que promovem a equidade estão sendo seguidas, vivenciadas e aprimoradas, dia após dia.

O que fazer para fortalecer a conscientização sobre a importância de combater o racismo na saúde?

Se na sua clínica ainda não existe uma política de combate aos atos discriminatórios e promoção de uma conduta antirracista, essa deve ser uma prioridade muito maior do que as campanhas e estratégias criadas para captar mais pacientes.

É preciso primeiro rever os conceitos, princípios e valores no que diz respeito à promoção da saúde, entendendo o papel de uma unidade médica dentro da sociedade. Questione se em todo o processo — do atendimento às consultas e procedimentos — todos os pacientes são tratados da mesma maneira.

Infelizmente, os desdobramentos do racismo podem ser encontrados na dificuldade de acesso ao atendimento médico pela população negra. São pessoas que acabam sofrendo as consequências físicas e emocionais de ter um tom diferente de pele.

Por isso, o Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra sinaliza a falta de atenção a doenças prevalentes na população negra, como anemia falciforme, doença hipertensiva específica da gravidez, hipertensão arterial e diabetes mellitus.

Não espere receber uma reclamação formal, uma ação judicial ou ter sua clínica denunciada nas redes sociais por práticas que não condizem com o propósito essencial do negócio — cuidar e zelar pela saúde humana, indistintamente, promovendo bem-estar e qualidade de vida.

A mudança deve começar pela alta gestão, envolver as lideranças e alcançar todos os colaboradores. Inclusive, o combate ao racismo deve ocorrer de dentro para fora, de modo que, tanto interna quanto externamente, sua clínica seja exemplo de respeito e valorização humana, sem qualquer indício de segregação ou preconceito.

Como você viu, todas as unidades de saúde, entre hospitais, laboratórios e clínicas médicas, têm uma responsabilidade social de promover e colocar em prática uma conduta antirracista. Só assim é possível exterminar de uma vez por todas esse mal que atinge milhares de pessoas no Brasil e no mundo, e que vem se arrastando por anos a fio.

Gostou do post?  Que tal aproveitar a visita no blog para entender melhor sobre a Medicina Humanizada, o porquê e a importância de adotar no dia a dia da sua clínica!

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